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SAÚDE

Vacina contra HPV para adultas  (SAÚDE) escrito em quinta 11 fevereiro 2010 22:23

Dose é disponível só para adolescentes. Anvisa estuda estender público alvo

Fernanda Aranda, iG São Paulo | 11/02/2010 08:49

Foto: Getty Images/Photodisc

Estudo internacional mostrou eficácia da vacina em mulheres de 24 a 45 anos


As mulheres entre 26 e 40 anos podem ganhar um importante aliado no combate ao HPV, um vírus transmitido pelo contato sexual, líder em infecção e principal responsável pelo câncer de colo de útero.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para este grupo etário. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.

O pedido de ampliação de público foi feito pelo produtor da vacina, o laboratório Merck Sharp. Segundo os responsáveis pela empresa, estudos atestaram que a mesma dosagem da vacina contra o HPV aplicada em adolescentes e jovens é eficaz na mulher adulta.No total, 12 países já estão aplicando as doses nas mais velhas, entre eles Chile, Canadá e Austrália.

“Um dossiê foi encaminhado à Anvisa informando sobre a segurança de aplicação em mulheres mais velhas”, afirmou o ginecologista Nelson Vespa, responsável da Merck no Brasil pelas pesquisas com a vacina.

O especialista explica que o dossiê foi baseado nos resultados de um estudo internacional feito com 3.819 mulheres entre 24 e 45 anos, com duração de quatro anos. Ele mostrou que, também neste público, a vacina é eficaz para prevenir: a infecção persistente, as lesões de baixo grau, as lesões pré-cancerígenas de alto risco para o colo do útero, a vagina e a vulva, além de lesões genitais externas e verrugas genitais. Se a mulher nunca teve contato com nenhum tipo de vírus do HPV – são mais de 100 existentes – a eficácia de proteção é de 91%. “Atestamos também que, caso a paciente já tenha sido contaminada, a vacina auxilia em prevenir a evolução da doença”, afirma Vespa.

Além da Merck, o laboratório GSK  produz uma outra vacina contra o HPV de eficácia já confirmada pelas autoridades sanitárias. Esta imunização  também só está disponível na rede particular de saúde e para pessoas do sexo feminino entre 10 e 25 anos.

A Anvisa informou que já analisou o pedido de extensão etária  para aplicação da vacina feito pela Merck. A Agência solicitou mais informações ao fabricante. A expectativa é que a aprovação – ou não – saia ainda este ano.

Uma coleção de casos

A infecção pelo HPV é uma doença transmitida pelo sexo sem proteção, que pode afetar homens e mulheres e, se não tratada, pode evoluir para o câncer de colo de útero. Na maior parte dos casos não há sintomas. Quando ocorrem, eles são caracterizados por verrugas ou manchas brancas na área genital. O exame principal para a detecção da doença nas mulheres é o papanicolaou.

Apesar de não existir um levantamento consolidado dos casos do chamado papiloma-vírus humano (nome científico do HPV) no País, os médicos estimam que a doença já afetou – ou vai afetar – 75% da população sexualmente ativa do País. Um estudo recém publicado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avaliou os 56.803 casos de DSTs notificados entre janeiro de 2007 e junho de 2009 e constatou que uma em cada três registros era relacionado ao HPV (32,6%).

As projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também reforçam a perigosa disseminação do papiloma-vírus humano. Até o final deste ano, o Brasil vai acumular 18.430 novos casos de câncer de cólo de útero. Ele é o segundo tipo de câncer que mais mata a população feminina, atrás apenas da neoplasia de mamas.

Vacinas na rede pública

A perigosa disseminação de casos de HPV fez com que um grupo de especialistas de reunisse para estudar a implantação da vacina no calendário público de imunização. No ano passado, por meio de verba repassada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, foi implantado o primeiro Instituto Nacional de Pesquisa em HPV.

Uma das missões da entidade é mapear a prevalência da doença entre os brasileiros e brasileiras e traçar estratégias para garantir as doses gratuitas. “Essa é uma meta muito importante para o Instituto do HPV, mas que ainda não foi abordada na prática. Nos próximos meses, esperamos determinar ações para disparar projetos que discutam a implantação das vacinas profiláticas contra o HPV na rede pública”, afirma a médica Luisa Lina Villa, diretora do Instituto e também pesquisadora do Instituto Internacional Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.

O Ministério da Saúde, o Inca e representantes dos departamentos de imunização de todo País também formaram uma câmara técnica para discutir a adoção da vacina na rede pública. O último posicionamento, afirmou o Inca, reconheceu a importância da vacinação gratuita – em especial para o público adolescente – mas alega que primeiro é preciso ter noção mais clara sobre a incidência do vírus HPV no Brasil.

Isso porque as vacinas existentes só protegem contra quatro dos mais de 100 tipos de vírus HPV. Ainda que os contemplados pela imunização sejam os mais comuns, não há um estudo sobre qual deles é o que mais circula no Brasil. Outra limitação apontada pelas autoridades brasileiras é o custo das doses.

“A introdução da vacina na rede pública significaria um impacto de R$1,857 bilhão, apenas para cobertura da faixa etária de 11 a 12 anos. Como comparação, ressalta-se que o orçamento do Programa Nacional de Imunização é de R$ 750 milhões/ano”, afirma o grupo em documento.

Enquanto a vacina não entra no calendário público, ela pode ser adquirida na rede privada. Apesar disso os especialistas ressaltam que a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.

Veja algumas clínicas privadas que oferecem a vacina*


São Paulo (São Paulo)
Clinivac Imunizações
Tel.: (11) 3845-1655
Preço: R$ 380 a dose

IMUNE Vacinações
Tel.: (11) 5051-5259
Preço: R$ 380 a dose

Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Kinder Clínica
Tel.: (21) 2521-5777
Preço: R$ 390 a dose

Espírito Santo (Vitória)
Centro de Vacinação da Praia
Tel.: (27) 3235-9090
Preço: R$ 380 a dose

Minas Gerais (Belo Horizonte)
Instituto H. Pardini
Tel.: (31) 3228-6200
Preço: R$ 380 a dose

Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
Hospital Moinhos de Vento
Tel.: (51) 3314-3434
Preço: R$ 475 a dose

Santa Catarina (Joinville)
Clínica Bambini
Tel.: (47) 3423-2000
Preço: R$ 380 a dose

Pará (Belém)
CLIMEP
Tel.: (91) 3181-1644
Preço: R$ 1.077 as três doses

Bahia (Salvador)
Clínica Seimi
Tel.: (71) 3352-8233
Preço: R$ 399 a dose

Paraíba (João Pessoa)
Alergomed
Tel.: (83) 3222-7790
Preço: R$ 390 a dose


* A lista foi retirada do site do fabricante da vacina

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A BOA FORMA DE CLÁUDIA LEITTE  (SAÚDE) escrito em terça 05 janeiro 2010 23:51

Claudia Leitte musa da Jequiti exibe boa forma em revista

Cantora diz que tem que 'suar a camisa' para manter corpo.
"As pessoas acham que por ser famosos tudo é fácil", diz.

Do EGO, no Rio

 

 

André Schiliró/.Divulgação

Claudia Leitte exibe corpão em revista

Claudia Leitte posou para a revista "Boa Forma", que chega às bancas na sexta-feira. Com os músculos definidos e zero de gordura, a cantora contou que precisa suar muito para garantir o corpaço que exibe nos shows.

 

"Minha personal trainer já sabe, faço tudo resmungando. Mas, quando  acabo a série, vem aquela sensação de dever cumprido, um bem-estar danado. As pessoas acham que por ser famosa, tudo é fácil. Mas não tem essa, não! Se eu quero estar bem condicionada e com o corpo bonito, sou eu que tenho que arregaçar as mangas, fazer o esforço e suar o top”, contou em entrevista à revista.

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Agenda anual de saúde: prepare a sua  (SAÚDE) escrito em quarta 18 novembro 2009 17:01

Agenda anual de saúde: prepare a sua

Fique por dentro dos exames que você precisa fazer periodicamente  dos 20 aos 60 anos!

Dizem que você precisa ir ao ginecologista todo ano. E também fazer exame de colesterol, eletrocardiograma, passar no oftalmologista e no dentista de vez em quando... Sem falar naquela vizinha que lhe deu a maior bronca por nunca ter medido sua glicemia (taxa de açúcar no sangue)! Para colocar ordem nessa bagunça, Viva! listou os procedimentos que toda mulher precisa fazer – mesmo as saudáveis. As que têm algum sintoma (sangramento, dor, manchas na pele, palpitações, tontura, fadiga, desânimo, falhas na visão ou qualquer outro) devem procurar um clínico geral, que poderá examiná-las e pedir exames complementares.

Exames para a mulher sem sintomas

Papanicolau
Finalidade: Detectar risco de câncer de colo de útero.
20 a 30 anos: Uma vez ao ano.
31 a 45 anos: Se houver dois resultados normais, uma vez em dois anos; se não, anualmente.
45 a 60 anos: Se houver dois resultados normais, uma vez em três anos; se não, anualmente.

Exame bucal (pelo dentista)
Finalidade
:
Identificar infecções, como cáries, e lesões que podem se tornar câncer de boca.
20 a 30 anos: Uma ou duas vezes ao ano.
31 a 45 anos: Uma ou duas vezes ao ano.
45 a 60 anos: Uma ou duas vezes ao ano.

Hemograma
Finalidade
:
Mapear diversas doenças e desequilíbrios do organismo, como anemia e infecções
20 a 30 anos: Uma vez no período.
31 a 45 anos: Uma vez no período.
45 a 60 anos: Uma vez no período.

Glicemia de jejum
Finalidade: Mostrar o risco de diabetes.
20 a 30 anos: Uma vez no período.
31 a 45 anos: Uma vez no período.
45 a 60 anos: Uma vez no período.

Colesterol total e frações
Finalidade
:
Verificar risco para o coração e as artérias.
20 a 30 anos: Uma vez no período.
31 a 45 anos: Uma vez no período.
45 a 60 anos: Uma vez no período.

Mamografia
Finalidade
:
Revelar nódulos e cistos e tumores nas mamas.
Anualmente, a partir dos 40 anos se mãe ou irmã tiveram câncer de mama; se não, uma vez ao ano após os 50 anos.

Densitometria óssea
Finalidade
:
Diagnosticar a osteoporose.
45 a 60 anos: A cada dois anos se for detectada osteoporose.

Eletrocardiograma
Finalidade: Registrar problemas na atividade do coração.
31 a 45 anos: Uma vez no período.
45 a 60 anos: Uma vez no período.

Na hora da consulta...
. Se você está saudável, sem queixas e foi ao médico só como medida de prevenção, nada de se preocupar caso o especialista não peça exames complementares  de sangue, urina, imagem. Uma mulher jovem, saudável e sem incômodos pode manter um acompanhamento anual, avalia Thaís Raquel Pinheiro, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família (Sobramfa).

. Siga as orientações de seu médico. Se ele não pedir teste algum, pergunte o porquê, explique sua preocupação e ouça o que ele tem a dizer a respeito do benefício daquele procedimento para uma mulher da sua idade e na sua condição de saúde. Avalie também se ele a escutou durante a consulta: Os exames de laboratório e de imagem não fazem o diagnóstico sozinhos; eles são complementares, ajudam o médico a compor seu raciocínio, explica Thaís.

. O mais importante não é ter uma listinha de exames debaixo do braço para exigir do médico quando for à sua próxima consulta, mas, sim, prestar atenção à própria saúde, relatar qualquer sintoma  de uma mancha na pele até dorzinha que não passa, mesmo que seja para o ginecologista  e ouvir a orientação do médico para você, exclusivamente para você.Os exames pedidos são específicos para cada paciente, levando em consideração a história da sua família e, sobretudo, as preocupações da mulher, assinala a médica.

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A sua vacinação está em dia?  (SAÚDE) escrito em quarta 18 novembro 2009 16:44

Se você não lembra quando foi a última vez que recebeu uma picadinha, significa que já passou da hora de renovar sua caderneta de vacinas.Vá a um posto de saúde!!!

por: Lígia Scalise

Adultos também precisam de vacinas
Foto: Dreamstime

Quando se fala sobre vacinação, logo vem à cabeça a necessidade de levar idosos e crianças para receber as doses. "Os pequenos e os mais velhos necessitam de cuidados especiais, mas é preciso chamar a atenção do público adulto para a importância de se imunizar", afirma a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Afinal, faz quanto tempo que você não checa a sua caderneta de vacinas? Pois saiba que algumas doenças atacam com mais força na fase adulta. Além disso, algumas profissões exigem imunizações especiais. Quem é manicure, por exemplo, precisa tomar as vacinas contra hepatite A e B. 

Para não vacilar com um assunto tão sério, preparamos um guia completo para você e sua família.

Adultos precisam de vacina, sim! 

. Tétano e Difteria (DT Dupla): uma vacina a cada dez anos. 

. Difteria, Tétano e Coqueluche (DTPa): uma dose a cada dez anos. 

. Sarampo, Caxumba e Rubéola (Tríplice Viral): indicada para quem não tomou as vacinas na infância e não teve nenhuma das três doenças. Dose única. Atenção: contra-indicada para gestantes. 

. Hepatite A, B ou A+B: a vacinação combinada é preferível à vacinação isolada, a menos que um diagnóstico indique imunidade para uma delas. Se isoladas, tomar duas doses para Hepatite A e três para Hepatite B e A+B. 

. Varicela (Catapora): indicada para quem não tomou a vacina e nunca teve catapora. Duas doses ao longo da vida adulta. Contra-indicada para gestantes. 

. Influenza (Gripe): indicada para todos os adultos. Dose única anual.

Especial para elas - HPV 

. Indicação: mulheres com idades de 9 a 26 anos 

. Número de vacinas: três doses 


. Atenção: vacina contra-indicada para gestantes


Quem deve se proteger da febre amarela
Precisam receber a vacina os moradores e visitantes das regiões Norte e Centro-Oeste; dos estados Maranhão e Minas Gerais; das regiões oeste de Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina; do sul da Bahia e do Espírito Santo. Atenção: os turistas devem se imunizar dez dias antes de embarcar. A vacina contra a febre amarela é válida por dez anos.

Efeitos colaterais

As vacinas são seguras, mas podem apresentar efeitos colaterais. Os mais comuns são dores, inchaço, mal-estar e indisposição. "Não se assuste: as reações costumam ser leves e passageiras. Caso não passem em 24 horas, procure um médico", aconselha a médica Isabella Ballalai.

Vacinas conforme a profissão

Alguns profissionais estão mais propícios a adquirir uma ou outra doença devido ao ambiente de trabalho ou aos contatos que mantêm. Veja se é o seu caso

por: Lígia Scalise

1. Profissionais de saúde e pessoas que vão a hospitais com freqüência:
. Tríplice viral
. Hepatite A
. Hepatite B
. Hepatite A+B
. DTPa
. DT
. Varicela (Catapora)
. Influenza (Gripe)
. Antimeningocócica C Conjugada (Meningite Meningocócica)

2. Quem trabalha com alimentos, na indústria ou em restaurantes:

. Hepatite A
. Hepatite A+B
. DTPa
. DT
. Gripe (Influenza)

3. Policiais e bombeiros:
. Tríplice Viral
. Hepatite A
. Hepatite B
. Hepatite A+B
. DTPa
. DT
. Varicela (Catapora)
. Influenza (Gripe)
. Antimeningocócica C Conjugada (Meningite Meningocócica)
. Febre amarela

4. Professores, Babás e outras pessoas que lidam com crianças:
. Tríplice viral
. Hepatite A
. Hepatite A+B
. DTPa
. DT
. Varicela (Catapora)
. Influenza (Gripe)
. Antimeningocócica C Conjugada (Meningite Meningocócica)

5. Veterinários e pessoas que lidam com animais:

. DTPa
. DT
. Influenza (Gripe)
. Raiva

6. Manicure, pedicure, podólogos e pessoas que fazem a unha sem levar seu próprio alicate:
. Hepatite B
. Hepatite A+B
. DTPa
. DT
. Influenza (gripe)

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Câncer de mama e o auto-exame.  (SAÚDE) escrito em quarta 04 novembro 2009 05:26

Figura esquemática da mama
Figura esquemática da mama


A importância do auto-exame de mamas

No Brasil, nas últimas duas décadas, a taxa bruta de mortalidade por câncer de mama apresentou uma elevação de 68%.

É a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos.

Aproximadamente 80% dos tumores são descobertos pela própria mulher ao palpar suas mamas. Porém, um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. Cerca de 50% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, gerando tratamentos muitas vezes mutilantes o que causa maior sofrimento à mulher.

As mulheres brasileiras estão morrendo devido ao câncer de mama, pois insistem em escondê-lo por medo ou vergonha!

Idealmente, todas as mulheres deveriam realizar uma mamografia (exame capaz de detectar lesões não palpáveis) anual, a partir dos 50 anos de idade e, mais precocemente, em caso da existência de um caso de câncer de mama em mãe ou irmã (antecedente familiar de primeiro grau).

Como no Brasil estamos longe de seguir essa rotina, o auto-exame de mamas é a melhor saída.

O câncer de mama atinge principalmente mulheres em idade em torno da menopausa (entre 45 e 55 anos), mas podem aparecer nódulos benignos em outras faixas etárias que precisam ser tratados.

Cuidados para evitar o câncer de mama.

A herança genética, a obesidade e o número elevado de ciclos menstruais estão entre os principais fatores que estimulam o surgimento do câncer de mama. Ainda assim, todas as mulheres, que se identificam ou não com qualquer fator de risco, devem seguir, a partir da adolescência, algumas recomendações. São procedimentos e hábitos elementares que ajudam a evitar o câncer de mama e outras eventuais complicações ginecológicas.

Algumas das precauções que podem ser tomadas:

  • Fazer visitas anuais ao ginecologista;
  • Fazer o auto-exame uma vez por mês;
  • Submeter-se ao exame de mamografia anualmente após os 40 anos.

O objetivo fundamental do auto-exame é fazer com que a mulher conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações, etc.


O auto-exame de mamas deve ser realizado mensalmente por todas as mulheres a partir de 21 anos de idade, sete dias depois do início da menstruação, quando as mamas se apresentam mais flácidas e indolores. Após a menopausa, deve-se definir um dia do mês e realizar o exame sempre com intervalo de 30 dias.

A freqüência com que se faz o exame torna mais fácil notar qualquer modificação nas mamas de um mês para o outro.

Técnica para realizar o auto-exame de mamas:

1° - Observação em frente do espelho:

Antes do banho, posicione-se em frente ao espelho. Observe os dois seios, primeiro com os braços caídos, depois com as mãos na cintura fazendo força nas mãos e, por fim, com elas atrás da cabeça, observe tamanho, posição, forma da pele, aréola e mamilo. Faça o mesmo controle com os braços levantados e mantidos atrás da cabeça.

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Qualquer alteração na superfície (depressão ou saliência) ou rugosidade é importante.

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técnicas para realizar o auto-exame de mamas e evitar o câncer de mamaPressione o mamilo suavemente e veja se dá saída a qualquer líquido. Se o mamilo está umbilicado (metido para dentro como o umbigo) e não era assim, essa é uma alteração importante também.

2° - Palpação de pé:

Durante o banho, com as mamas ensaboadas, deslize as mãos sobre as mamas. Com os dedos unidos, use a mão direita para apalpar a mama esquerda e a mão esquerda para a direita. Procure caroços, alterações de consistência, secreções, ou saliências.

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Divida o seio em faixas verticais e horizontais e com os dedos estendidos e em pequenos movimentos circulares, faça a palpação de cada faixa, de cima para baixo.

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Palpe também a axila e o pescoço. Não se esqueça, todo o seio deve ser palpado, mas dê particular atenção ao quadrante superior-externo.

Repita as mesmas manobras para a mama direita.

3° - Palpação deitada:

Deitada, coloque uma toalha dobrada sob o ombro direito para examinar a mama direita. Inverta o procedimento para examinar o outro lado.

Apalpe toda a mama através de suave pressão sobre a pele com movimentos circulares.

Apalpe a metade externa da mama que, em geral, é mais consistente.

Apalpe, agora, as axilas.

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Lembre-se que o auto-exame da mama deve ser realizado regularmente. Caso note alguma alteração antes da menstruação, não se precipite e volte a repetir o exame depois da menstruação. Se a alteração persistir procure o seu Médico. Esclareça com ele todas as dúvidas que tem sobre os seus seios e sobre o auto-exame. Se o auto-exame é normal, o exame Médico deve ser anual. 

Mamografia

A mamografia é uma radiografia das mamas em várias incidências.
 

Não tenha qualquer receio em fazer uma mamografia. As doses de radiações que são usadas atualmente são muito pequenas e o exame anual não representa qualquer risco. 
A mamografia é um exame insubstituível na prevenção do câncer de mama. Só a mamografia permite detectar alterações mínimas e revelar nódulos que não são perceptíveis à palpação.

O câncer de mama é curável, mas a possibilidade de cura é tanto maior quanto menor for a lesão

A mamografia é um exame muito importante na prevenção do câncer de mama e, por isso, deve ser indicada com critério:  

  1. Se o exame clínico for negativo raramente está indicada antes dos 40 anos, salvo se houver fatores de risco.
  2. Dos 40 aos 50 anos, deve ser feita de 2 em 2 anos. A partir dos 50 poder-se-á manter de 2 em 2 anos ou passar a anual (caso se justifique). 
  3. Só para esclarecimento de casos duvidosos, é necessário repetir a mamografia com intervalos inferiores há 1 ano.
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